quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Mês da alimentação: dramatização do conto "Sopa de pedra"

Quem não conhece a lenda da sopa de pedra?









Um frade andava no peditórioChegou à porta de um lavradornão lhe quiseram  dar esmola. O frade estava a cair com fome, disse:
Vou ver se faço um caldinho de pedra!
pegou numa pedra do chãosacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para elapara ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança.
Perguntou o frade :
Então nunca comeram caldo de pedra lhes digo que é uma coisa boa.
Responderam-lhe :
Sempre queremos ver isso!
Foi o que o frade quis ouvirDepois de ter lavado a pedrapediu :
- Se me emprestassem  um pucarinho.
Deram-lhe uma panela de barroEle encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha  ao  das brasas.
DeixaramAssim que a panela começou a chiartornou ele :
- Com um bocadinho de unto, é que o caldo ficava um primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveuferveu, e a gente da casa pasmada pelo que via. Dizia o fradeprovando o caldo :
Está um bocadinho insossoBem precisava de uma pedrinha de sal.
Também lhe deram o salTemperouprovou e afirmou :
- Agora é que, com uns olhinhos de couve o caldo ficava que até os anjos o comeriam!
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras.
O frade limpou-as e ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela.
Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade:
- Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça.
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele botou-o à panela e, enquanto se cozia, tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou:
- Ó senhor frade, então a pedra?
Respondeu o frade:
- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.


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