sexta-feira, 2 de novembro de 2018

A leitura e a ciência de mãos dadas: "Saber em gel"

"Newton gostava de ler" é um projeto que associa a leitura à ciência.
Nesta caso, a leitura e exploração, pela Professora Bibliotecária, do conto "Uma guloseima para o dia do Halloween" e a experiência de fabrico de gomas, pela professora de FQ, Celeste Caetano, que também adaptou a história.
No final, os meninos do 2º ano da EB1 de Esgueira receberam gomas!







Uma guloseima para o dia de Halloween


Evelyn M. Gibb
J. Canfield; M. V. Hansen; J. Read Hawthorne; M. Shimoff
Second Chicken Soup for the Woman’s Soul
Florida, HCI, 1998
(Tradução e adaptação)


 
             O tabuleiro das guloseimas estava pronto e sentia-me ansiosa por ver chegar as crianças mascaradas. Mas, na manhã do dia de Halloween tive um ataque de artrite muito forte e, à tardinha, mal me conseguia mexer. Como sabia que ia ser difícil ir até à janela todas as vezes que passassem crianças na rua, decidi deixar o tabuleiro da parte de fora da porta e ver, de longe, o desfile das crianças mascaradas.
            Os primeiros a passar foram uma bruxinha com três fantasmazinhos. Cada um pegou numa guloseima, exceto o último, que tirou do tabuleiro uma mão cheia. Foi então que ouvi a bruxinha ralhar: “Não podes tirar mais do que uma!” Fiquei contente por a menina agir como se fosse a consciência do rapazinho.
            Seguiram-se bruxas, esqueletos, extraterrestres e mais fantasmas. Apareceram mais crianças do que as de que eu estava à espera. Como as guloseimas estavam a acabar, preparei-me para retirar o tabuleiro. Detive-me ao reparar que tinha mais quatro mascarados. Os três mais velhos retiraram um chocolate cada. Sustive a respiração, esperançada de que ainda restasse um para uma bruxinha. Mas, quando ela levou a mão ao tabuleiro, tudo o que segurava era apenas uma simples goma de laranja.
             Os outros chamaram:
            - Amélia, despacha-te! Não há ninguém em casa para te dar mais guloseimas.
            Mas a Amélia deixou-se ficar mais um pouco. Meteu a goma no seu saco e, imóvel, ficou a olhar para a porta.
            Como a menina não ia embora, a custo eu resolvi levantar-me e abri a porta. Ao ver-me a menina perguntou:
- Não tem mais gomas?
             Demorei um bocadinho a responder, porque sabia que tinha colocado todas as minhas guloseimas naquele tabuleiro. Mas senti alguma tristeza no olhar daquela menina por só lhe ter calhado uma pequena goma. Entretanto os seus colegas já tinham vindo ao seu encontro e estavam agora todos parados à minha frente. Então perguntei-lhes:
- Ainda têm um tempito? Se tiverem vou ensinar-vos a fazer gomas e depois podem levá-las todas para casa. Que dizem?
- Boa! Nós adoramos gomas. – responderam todos ao mesmo tempo.
Entraram-me, de rompante, casa dentro e não perderam pitada de como se fazem gomas deliciosas.





Evelyn M. Gibb, J. Canfield; M. V. Hansen; J. Read Hawthorne; M. Shimoff


Second Chicken Soup for the Woman’s Soul


 (Tradução e adaptação)





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