À semelhança dos anos anteriores, as Bibliotecas Escolares do agrupamento disponibilizam livros aos alunos das escolas do agrupamento que não estão integradas na Rede de Bibliotecas Escolares.
Boas leituras!
À semelhança dos anos anteriores, as Bibliotecas Escolares do agrupamento disponibilizam livros aos alunos das escolas do agrupamento que não estão integradas na Rede de Bibliotecas Escolares.
Boas leituras!
Neste caso, uma pequena amostra das ofertas das professoras Guiomar Neves, Maria do Céu Vieira e da mãe Elisabete Almeida. 💖💖
55 mil KM
“[…]
Percursos migratórios de dez nacionais de países terceiros para a promoção da
interculturalidade e da integração/inclusão de cidadãos migrantes e refugiados
nas comunidades locais […]”
Artigo retirado do Jornal de Notícias – dia 10 de novembro de 2021
Carne para
canhão
Por Rafael
Barbosa
Diretor-adjunto
São quatro entre milhares de
migrantes, a maioria curdos como eles, mas também afegãos, sírios, camaroneses
e congoleses. O catálogo habitual quando somos confrontados com uma crise de
refugiados. Gente que foge à guerra e à violência, à pobreza e à fome, e que
vive agora encurralada entre a brutalidade das tropas bielorrussas e o arame
farpado guardado pelos soldados e pela Polícia de choque polaca. Seres humanos
usados como arma de arremesso pelo regime de Lukashenko, em guerra com a União
Europeia. Mas também usados como carne para canhão pela retórica nacionalista e
xenófoba do atual regime polaco. Os poucos políticos da Oposição na Polónia que
se atrevem a lembrar que esta também é uma crise humanitária são rotulados como
“traidores” na Comunicação Social e nas redes sociais.
Já morreram pelo menos nove migrantes entre a Bielorrússia e a Polónia. Alguns na sequência de confrontos violentos com militares e polícias de ambos os lados da fronteira. Outros simplesmente gelados. Como testemunha um rapaz chegado da longínqua Somália e que viu morrer os seus dois irmãos na floresta. Gente que só estava à procura de uma vida melhor.
Sabe quem são os laureados deste ano?
Visita a mostra "Prémios Nobel 2021" na Biblioteca Jaime Magalhães Lima.
Prémio Nobel de Medicina
David Julius e Ardem Patapoutian
Os investigadores descobriram
como o calor, o frio e o tato podem iniciar sinais no sistema nervoso. Na
avaliação da Academia, “os canais identificados são importantes para muitos
processos fisiológicos e condições de doença”.
Em suas pesquisas, Julius usou a capsaicina, um composto da
pimenta-malagueta. O material consegue induzir a sensação de queimadura. Com
isso, o cientista foi capaz de identificar um sensor nas terminações nervosas
da pele que responde ao calor. Julius e seus colegas criaram uma biblioteca de
milhões de fragmentos de DNA correspondentes a genes dos neurónios sensoriais
que podem reagir à dor, calor e toque. O cientista, então, identificou um único
gene capaz de tornar as células sensíveis à capsaicina: o TRPV1, recetor de
calor ativado em temperaturas percebidas como dolorosas.
Prémio Nobel de Física
Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi
Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi foram escolhidos pelas suas contribuições inovadoras para a compreensão de sistemas físicos complexos nomeadamente pelos modelos climáticos do planeta Terra e pela descoberta de interações de desordem e flutuações em sistemas físicos e escalas atómicas planetárias.
Giorgio Parisi descobriu na
década de 1980 padrões ocultos em materiais complexos desordenados. As suas
pesquisas permitem compreender a relação de fenómenos aparentemente aleatórios
em diversas áreas da ciência. Aos 72 anos, o italiano é professor da
Universidade Sapienza de Roma, onde ele estudou.
Prémio Nobel de Química
Benjamin List e David W.C. MacMillan
O Prémio Nobel de Química 2021
foi para a criação de uma nova ferramenta de construção de moléculas.
A ferramenta premiada é a
organocatálise assimétrica. Essa é uma forma de catalisador para reações
químicas. Os catalisadores aumentam a velocidade das reações e, até às
pesquisas de MacMillan e List, acreditava-se que existiam só 2 tipos de
catalisadores: metais e enzimas. Com a criação da organocatálise assimétrica,
as reações químicas passaram a ser ainda mais rápidas e eficientes.
A
forma que os cientistas criaram para acelerar as reações utiliza moléculas
orgânicas, o que também implica em um impacto ambiental menor.
Abdulrazak Gurnah
Autor tanzaniano Gurnah é o 1º escritor tanzaniano a ser laureado e o 1º autor africano negro a vencer o prémio em 35 anos.
A Academia Sueca atribui o prémio
a um reconhecimento pela sua “penetração intransigente e compassiva dos efeitos
do colonialismo”. O romancista nasceu em 1948 na ilha de Zanzibar. Vive no
Reino Unido, onde chegou como refugiado em 1964, com 18 anos, e na Nigéria. Ele
publicou 10 romances e vários contos. Entre suas principais obras estão o
romance “Paradise”, selecionado para o Booker e o Whitbread Prize, “Desertion”
e “By the Sea”.
Maria Ressa e Dmitry Muratov
Os jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov conquistaram o prémio Nobel da Paz de 2021 pelos seus esforços na defesa da liberdade de expressão.
“Ressa e Muratov estão recebendo o Prémio da Paz pela sua corajosa
luta pela liberdade de expressão nas Filipinas e na Rússia. (…) Ao mesmo tempo,
eles representam todos os jornalistas que defendem esse ideal num mundo em que
a democracia e a liberdade de imprensa enfrentam condições cada vez mais
adversas”.
A Academia sueca destacou que o “jornalismo gratuito, independente
e baseado em fatos serve para proteger contra o abuso de poder, mentiras e
propaganda de guerra“. As liberdades de expressão e informação são
“pré-requisitos essenciais para a democracia e protegem contra guerras e
conflitos“, segundo a instituição. “Sem liberdade de expressão e de imprensa,
será difícil promover com sucesso a fraternidade entre as nações, o
desarmamento e uma ordem mundial melhor para ter sucesso em nosso tempo“,
concluiu a academia.
A jornalista filipina expõe o abuso de poder, o uso da violência e
o crescente autoritarismo do governo do seu país. Ela é cofundadora e diretora
da Rappler, uma empresa de media digital para o jornalismo investigativo. A
empresa chamou atenção da crítica para a controversa campanha antidrogas do
presidente Rodrigo Duterte. Outro projeto de destaque foi a divulgação de como
as redes sociais estão sendo usadas para espalhar notícias falsas, assediar
oponentes e manipular o discurso público.
O também jornalista Dmitry
Muratov, defendeu por décadas a liberdade de expressão no seu país de origem, a
Rússia, em condições cada vez mais desafiadoras. É um dos fundadores e
editor-chefe do jornal independente Novaja Gazeta. Mesmo diante de
intimidações, o jornal mantém uma atitude crítica sobre o governo e se tornou
uma importante fonte de informação sobre medidas questionáveis do presidente
Vladimir Putin, que não costumam ser divulgadas em outros veículos de comunicação.
Prémio Nobel da Economia
David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens
David Card usou experiências naturais para analisar os efeitos do
salário mínimo, da imigração e da educação no mercado de trabalho. “Os
resultados mostraram, entre outras coisas, que o aumento do salário mínimo não
leva necessariamente a menos empregos”, ressaltou a Academia. Os estudos de
Card demonstraram que a renda de pessoas naturais de um país é impactada de
forma positiva quando há uma nova onda de imigração. A renda de antigos
imigrantes, no entanto, pode ser afetada negativamente. “Também percebemos que
os recursos nas escolas são muito mais importantes para o sucesso futuro dos alunos.
Fonte: poder360.com.br
El 12 de octubre celebramos el Día de la Hispanidad o Día de la Fiesta Nacional de España, en conmemoración al descubrimiento de América por el navegante Cristóbal Colón en el año 1492. Este hecho representó el primer contacto entre dos mundos, representado en la unión de lenguas y culturas diversas.
Fonte: https://www.diainternacionalde.com/ficha/dia-hispanidad-fiesta
A Biblioteca associou-se à lembrança deste dia, recorrendo a metodologias ativas, considerando temas da atualidade e dando voz aos alunos
Apoiando os Serviços de Psicologia e Orientação, a Biblioteca contribui para a criação de comunidades de partilha
10 Outubro 2021
Mensagem da Dr.ª Matshidiso Moeti, Directora Regional da OMS para a África
O Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado a 10 de Outubro, oferece a oportunidade de chamar a atenção para um aspecto muitas vezes descurado e negligenciado do nosso bem-estar.
Depois de quase dois anos a viver num contexto de pandemia causada pela COVID-19, muitas pessoas sofrem de ansiedade ou depressão e sentem-se isoladas. O Dia Mundial da Saúde Mental dá-nos a oportunidade de reflectir sobre a forma como podemos melhorar a nossa própria saúde e ir ao encontro dos outros para lhes perguntar como se sentem.
O tema deste ano, “Fazemos da saúde mental uma realidade para todos”, visa chamar a atenção para o facto de haver demasiadas pessoas na Região Africana e além que não têm acesso a cuidados para problemas de saúde mental.
Em geral, os países investem muito pouco na saúde mental, o que torna incrivelmente difícil garantir o acesso aos cuidados. Foram feitos poucos progressos em termos das despesas publicas alocadas à saúde mental, que continuam inferiores a 1 dólar americano por pessoa na maioria dos países da Região. Isto significa, muitas vezes, que a maior parte dos custos associados aos cuidados de saúde mental são suportados pelos agregados familiares e pelas famílias, ou que as pessoas não conseguem ter acesso aos cuidados de que necessitam. A análise sugere que os países com baixos rendimentos têm de gastar um mínimo de dois dólares por pessoa na saúde mental – e os países com rendimentos médios devem, no mínimo, desembolsar o dobro – para que haja níveis aceitáveis de acesso e cobertura para as pessoas que vivem com esses problemas de saúde.
Outro desafio reside no facto de mais de 80% dos escassos recursos disponíveis serem destinados a grandes instituições psiquiátricas nas grandes cidades. Menos de 15% desses recursos são gastos em serviços de saúde mental prestados nas comunidades ou nas unidades de cuidados de saúde primários.
Trata-se de uma oportunidade perdida. A maioria dos recursos para a saúde mental deve ser canalizada para os cuidados de saúde primários e programas comunitários, de modo a promover a reintegração dos doentes de “longa duração” na sociedade e prestar apoio aos cuidadores, para que estes possam apoiar melhor as pessoas com problemas de saúde mental.
Infelizmente, a maioria das pessoas com problemas de saúde mental não tem acesso a cuidados de qualidade. Existem menos de dois profissionais de saúde mental por cada 100 000 habitantes na Região Africana, comparado com uma média mundial de 13. Olhando apenas para os psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, constatamos que há menos de um especialista por milhão de pessoas. Existe, portanto, uma grande escassez de especialistas para prestar cuidados especializados.
Nos últimos dados recolhidos pela OMS em 2019, apenas 10 países africanos partilharam informações sobre a cobertura do tratamento da psicose, uma perturbação mental grave. Esses dados indicaram que 9 em cada 10 pessoas com psicose não têm acesso aos cuidados adequados.
A OMS está a colaborar com os países para desenvolver estratégias destinadas a alargar o acesso a cuidados especializados e a dar formação aos profissionais de cuidados de saúde primários, por forma a tornar os cuidados de saúde mental mais acessíveis às comunidades.
Estamos também a prestar apoio em regiões afectadas por crises prolongadas, como no nordeste da Nigéria e no Sudão do Sul, onde estão a ser implementados conjuntos mínimos de serviços de saúde mental e apoio psicossocial, em parceria com a UNICEF. Em Tigray, na Etiópia, está a ser ministrada formação em saúde mental e apoio psicossocial aos profissionais de cuidados de saúde primários. Em parceria com a UNICEF e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, está prevista a formação de professores para que possam prestar apoio psicossocial a crianças que vivem em zonas de conflito.
Serão necessárias medidas globais para garantir que as pessoas têm acesso a cuidados de saúde mental, independentemente da região onde vivem, do nível de rendimento, da idade, da etnia ou de outros factores, e para dar resposta às causas subjacentes às doenças mentais. Essas causas assumem diversas formas (trauma, solidão, pobreza e perda de emprego) e devem ser alvo de intervenções que visam melhorar as condições em que as pessoas vivem, trabalham, brincam e envelhecem.
É com isto em mente que, neste Dia Mundial da Saúde Mental, exorto os governos a investirem nos determinantes sociais da saúde mental e a trabalharem com os grupos da sociedade civil e o sector privado no sentido de reforçarem os serviços de saúde mental nas comunidades.
Apelo a todos para que falem sobre problemas de saúde mental e partilhem boas práticas, como socializar, ter uma boa noite de sono, fazer refeições saudáveis e definir objectivos diários. Juntos podemos progredir para um mundo onde uma boa saúde mental está ao alcance de todos.
Ouça a nossa aluna em:
Dia da Música na Biblioteca Escolar
O Dia Mundial da Música foi estabelecido em 1975 pelo International Music Council.
Pretende promover a arte musical e os ideais da UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) de paz e amizade entre as pessoas; a evolução das culturas e a troca de experiências.
O Agrupamento recordou esta efeméride, constituindo-se como agente de desenvolvimento do gosto por diferentes manifestações criativas.